terça-feira, 4 de agosto de 2009

Regresso a casa


A minha cabeça está a mil km/h...

Não paro de pensar que perdi o meu porto seguro...o meu abrigo.

Perder a minha casa de solteira foi um golpe duro, mas não tive muita escolha. Teve de ser.
Isto torna a minha permanência na casa de "Casada", mais "definitiva", mais "cimentada". Não me sinto confortável com essa ideia, pois desde o primeiro dia que entrei como "casada" em casa, nunca o senti como definitivo, sempre como transitório...

Resta-me perceber, se o senti assim porque,tenho tendência para fazê-lo quando não aceito a realidade (faço o mesmo com o trabalho...o problema é que o transitório pode atingir, 3 anos), ou porque de facto há algo dentro de mim que tem acesso a informação extra sensorial e sabe à partida que dada situação é transitória, apenas mais uma fase ou etapa.

Quanto à casa, a única alternativa que tenho, é pegar numas ruínas de família e recuperar...mas ideia de que sair do dia para a noite, do pé para a mão como se costuma dizer, já não é uma realidade...já não tenho a facilidade de fazer as malas e ir dormir " a casa"...só esta ideia reconfortava-me tanto....a ideia de regresso a casa.
Ao fim ao cabo, sinto-me como se tivesse emigrado para outro pais, mas já com data de embarque marcada e bilhete de regresso na mão...
Como eu gostava de fechar os olhos, acordar amanhã e nada disto ser verdade. Não haver qualquer tipo de decisão para tomar.

2 comentários:

Lovelly, but not for me!

Lovelly, but not for me!