segunda-feira, 28 de setembro de 2009

The helping hand


Os amigos que nos querem bem por vezes não se apercebem que nos fazem tanto mal...

Os amigos comuns não se apercebem que ao partilharem informações entre as partes do casal recem separado, apenas prolongam o tempo de "luto" que é necessário fazer.

Por estas e por outras, é que a minha separação que tem efectivamente mais de duas semanas, magoa-me como se tivesse sido ontem com a agravante que passo a vida a ouvir o diz que disse, referente a alguém para quem eu passei de bestial a besta numa só noite, e ao que parece agora, está registado a ferro e fogo na memoria dessa pessoa que eu SEMPRE fui uma besta e que nunca na verdade tive uma única virtude...Ora, isto para além de magoar, gera ressentimento e seria bem mais proveitoso se nunca se tivesse conhecimento que tais palavras foram proferidas pela boca que tantas vezes nos sussurrou palavras meigas e gentis...

Mas, enfim, um alerta: Quem tem amigos separados, não façam de pombo correio. Ouçam as partes e guardem. Com isto não quero minorar a importância dos amigos nestes dias. É imperativo a sua presença e o seu ombro e ouvido!

Mas não prolonguem a fase de desconexão... Quando a reconciliação é impossível...é melhor just to let it go....

2 comentários:

  1. Inevitavelmente é nesta altura de rompimento com o passado que descobrimos que com o "casamento" alguns dos amigos de "solteiro" foram desaparecendo lentamente ou nós próprios o fizemos, foram ficando os amigos comuns com o inevitável surgimento de alguns novos ou "herdados" e estes tb tomarão o seu partido por um dos dois.No final descobrimos que tb com os "amigos" andávamos "cegos".O que nos resta?
    A alegria crescente de rompimento com o passado, o nosso refúgio, o descobrir da nossa nova vida.Um conselho? Viva a sua vida, arquive esses arautos da desgraça e maledicência e olhe ao espelho e diga:gosto do que vejo.Faça o favor de ser feliz

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  2. Ora tem toda a razão Olavo!
    Concordo e subscrevo!

    Cada dia que amanhece sei que será melhor do que o que o precedeu...aquele maravilhoso aroma a liberdade de se ser quem na verdade se é, já me invade lentamente.

    Quanto ao ser feliz, chego agora à conclusão que na verdade sempre o fui, nunca necessitando de basear essa felicidade em nada exterior.
    E de facto as alturas em que vivi este "Casamento" coincidiram com os dias em que mais vezes me esqueci que sou uma pessoa feliz...penso que estive demasiado preocupada em fazer "as coisas" resultarem para me lembrar disso. Curioso...

    Acho que me centro demasiado nas necessidades da outra parte e me esqueço de tomar conta de mim...o que é um grande defeito porque na verdade sei que apenas somos responsaveis pela noss apropria vida e não podemos caminhar o caminho dos outros...

    Não sei...

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Lovelly, but not for me!

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