quarta-feira, 26 de maio de 2010

Fidelidade(s)

Anda por ai, nova crise matrimonial....deve ser alguma conjuntura astral...
Todos os casamentos das pessoas que conheço andam novamente tremidos....

Ao ponderar esta questão apercebi-me que a única pessoa que conheço realmente feliz num casamento de longa duração (20 anos) é uma amiga mais velha que nunca se quis casar por não concordar com os votos de matrimonio, nomeadamente o da fidelidade e maternidade ...e o que é certo é que é a única pessoa que conheço que valoriza o marido, e vice versa e 20 anos depois continuam a reiterar que têm o casamento perfeito.

O acordo é que aquando da necessidade de "spa emocional" -como ela se refere aos affairs- cada um o faz com o máximo respeito...entenda-se..."bem feito, sem que outro seja alertado para a questão".

Nunca tiveram filhos, não têm amigos em comum, e quando estão juntos, vivem em lua de mel...um para o outro...e 20 anos decorridos.... continuam apaixonadissimos um pelo outro...

E apesar de ser completamente contraditorio às historias do príncipe encantado e outros culturalismos análogos, no final das contas, dá que pensar....

Comparando todas as outras pessoas que me descrevem o casamento depois do 7º ano como Alcatraz...

3 comentários:

  1. Humm...

    A diferença qual é?

    A mim parece-me que uns aceitam e outros não... É esse o segredo? Ou o que realmente interessa é não dar nas vistas? Desde que não se saiba, é como não se fizesse?

    Então, se roubares mas ninguém souber, não há azar. Se matares mas ninguém souber és muito fixe...

    Há qualquer coisa aqui que não me soa bem mas não consigo perceber bem o quê...

    :)

    "Spa emocional"... Interessante!

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  2. Miguel,

    É uma forma de estar e de ser controversa, contra a moral e os bons costumes...mas no final das contas, parece-me que acabam por ser mais felizes assim...

    Não querendo julgar e independente da minha opinião, não deixo de pensar que against all odds... eles estão melhor que todos os outros que conheço e que vivem relações dentro dos parametros tradicionais que eu também defendo...

    Dá que pensar...só isso...

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  3. Rapariga,

    Toda a gente é feliz até deixar de ser...

    Também não julgo... Quem sou eu!!!
    Das poucas coisas que julgo, isso sim, é a mentira e isso não é o caso aqui. Aceitam-se no silêncio das "facadinhas"... pois ok!

    Mas numa coisa tens razão: dá que pensar.

    Mas há tanta gente que faz o mesmo, só que às escondidas mesmo... E também são felizes até serem apanhados... ou apanharem...

    E neste caso concreto, se um deles for menos cuidadoso e o outro souber... como é? Mantêm o clima de paz? Chateiam-se?

    Enfim... eu é que sou diferente e mais nada! Há que aceitar isso... Embora não seja muito fácil... Hoje vale tudo!

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Lovelly, but not for me!

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