sexta-feira, 11 de maio de 2012

Gente perdida


Tenho um grave problema de tolerância aquelas pessoas  cujas vidas se concentram naquilo menos importante: em MBAs, em gestão de empresas e sobretudo em conceitos materiais rudimentares.
Nada me aborrece mais que abrir o meu facebook de manhã e ver frases do género:

"Economic disaster begins with a philosophy of doing less and wanting more" - Jim Rohn. Muito bom

Ou ainda

"Terminou hoje a primeira parte teórica do Mini MBA ISCTE INDEG com 8 horas monumentais de Marketing ensinadas pelo Prof. Eduardo Correia. Já só faltam mais dois meses.
A motivação está em máximos históricos!"
Eu penso: meu deus…. Tantas vidas/lições e vezes que, estes seres, ainda têm pela frente…

Eu tenho vontade de lhes deixar uma mensagem a dizer: sem a capacidade de querer mais melhor, ninguém vai a lado algum, esta é a primeira premissa. E motivação não é o mesmo que ambição. E devemos ambicionar melhor, não mais…

Segundo, mas MUITO MAIS IMPORTANTE… a vida não é o trabalho. O trabalho é um meio para atingir um fim: viver … Porque a vida são as pessoas que dela fazem parte e os sentimentos de um extremo a outro… estas são as duas únicas realidades na nossa existência….
Porque no dia que morrermos não importa quantos MBA’s tivermos no CV ou quantos livros de auto-ajuda-economia-e-de-gestão (sim porque 90% dos pseudo livros na matéria são livro de auto ajuda na sua verdadeira essência, ajudam é o lado errado do ser humano) tivermos lido. Não importa quantas horas passámos a encher a nossa mente com merdas de filosofias de gestão ou formulas de calculo. Não importa quantos milhões ganhámos ou deixamos de ganhar, nem sequer que tipo de carro conduzimos ou se vivemos num castelo ou numa favela…. Importa o quão feliz fomos e isso depende do quanto nos focarmos em nós, no nosso amago, no conhecimento e aceitação que temos de nós próprios e como isso se reflete nas relações que mantivemos com as pessoas do nosso caminho… no fim, importa apenas aquilo que a alma carrega nos bolsos… o amor…

...Esse sentimento que nasce inexplicavelmente e nos preenche…seja amor aos pais, aos filhos, aos amigos, aos amores, aos animais de estimação… importa rodearmo-nos de amor…e não de calculadoras ou símbolos de ostentação de egos inflamados… e o problema destas pessoas é esse….gostam tanto de mostrar que são superiores que se esquecem que até podem ser ótimos profissionais… mas  isso não melhora o quão boas pessoas são, nem tampouco aquilo que aportam à vida de quem os rodeia…

Não há nada que me deixe mais triste e em simultâneo zangada do que ver seres que têm à sua disposição otimos veículos de aprendizagem e aos seu lado pessoas nobres e grandes…e estarem focados em merdas sem importância alguma…

Ultrapassa-me a razão pela qual alguém queira viver a vida rodeado de livros de gestão e entupir-se de conhecimento inútil quando poderiam fazer da sua vida uma festa tranquila cheia de amor e felicidade…

3 comentários:

  1. Eu não teria dito melhor!
    Por isso sempre que me perguntam onde me vejo daqui a um ano respondo!
    Feliz!

    Beijo

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  2. Eu adoro os idiotas que me colocam essa pergunta... habitual, respondo o mesmo que tu ou não fossemos siamesas: "a vida é o que acontece enquanto estamos a fazer planos e o meu unico objectivo é ser mais feliz do que aquilo que sou hoje"

    Esqueci-me de dizer que o passatempo preferido desta especie é brincar com folhas de Excel....dai seresm apelidados de Excelius Idiotus

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Lovelly, but not for me!

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