quinta-feira, 7 de junho de 2012

A unica vez na vida

Acontece-me repetidamente ter saudades do meu primeiro amor.... saudades de dor doce e profunda. Saudades indiziveis...afinal a vida seguiu...tem seguido, sempre...

Quem me lê sabe a história do meu primeiro e grande amor... aquele que tentei...tentamos reproduzir, uma, duas, três vezes...aquele que foi magico porque foi unico.

Hoje tenho saudades dele. Há dias assim... Nem sei bem definir se tenho saudades dele ou da forma como me senti todas as vezes que nos voltamos a apaixonar... todos os reencontros..

Estava aqui no sofá mais desconfortavel do mundo, o meu sofá, perna para cima, gelo....consequencia de mais um acidente "surfistico" desta tarde...e deparei-me com o seguinte texto...que me deixou nostalgica... e ligeiramente in love ao relembrar o meu Alexandre:

Sabe-se que um amor foi o primeiro quando ele continua a ser o único. Ou quando se perdeu para sempre, mas ficou na memória, tantos amores depois. Uma espécie de impressão digital, lembrada com uma doce nostalgia ou recordada com um amargo de boca. E aqui, os detalhes contam. Um gesto, um tom de voz, uma palavra dita de certa maneira, uma música, um acessório de vestuário podem espoletar, num momento ou circunstância, essa cena primordial, remetendo sem aviso para uma dimensão outra que, de uma forma singular, moldou a pessoa que um dia fomos. Ou que ainda somos.

(...)

No livro Os Meus Problemas, Miguel Esteves Cardoso é peremptório: “O primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar. Anos mais tarde, ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capítulo mais feliz ou mais arrumado. Mas não pode ser (…) Depois do primeiro amor, morre-se e quando se renasce há uma ressaca. (…) Parece impossível porque foi. Não deu nada do que se quis (…) É por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece.”
A perda da inocência associada ao processo, que marca o “antes” e o “depois”, é que torna um evento que seria banal numa marca de percurso, como explicou a socióloga Laura Carpenter à revista Psychology Today: “É a única vez na vida em que uma pessoa se entrega sem saber o que é ser magoado nem ter o coração partido.”
in Maxima


É a unica vez na vida em que verdadeiramente acreditamos, tal e qual fé inabalável, no sentido da expressão "para sempre"...

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Lovelly, but not for me!

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